Eu prefiro estar com Jesus na Cruz, mas fazendo a vontade de Deus, do que estar sem Jesus e sem a Cruz, fazendo a vontade cega e errada dos homens!
A obediência sem a virtude da Justiça é satânica e não vem de Deus!
A virtude da Justiça regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível.
É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem a gratidão, a religião, a verdade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15). Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade.
São João Paulo II nos dizia em sua catequese de 08 de novembro de 1978: “Não pode existir amor sem justiça. O amor “ultrapassa” a justiça, mas ao mesmo tempo encontra a sua verificação na justiça... Ser justo significa dar a cada um o que lhe é devido. Isto diz respeito aos BENS TEMPORAIS DE NATUREZA MATERIAL... Mas também se deve ao homem a REPUTAÇÃO, O RESPEITO, A CONSIDERAÇÃO E A FAMA QUE MERECE. ”
“Desde que falta o direito de mandar ou o mandato é contrário à razão, à Lei eterna, à autoridade de Deus, então é legítimo desobedecer aos homens a fim de obedecer a Deus” (Encíclica Libertas Praestantissimum, n.15).
Sem dúvida alguma, a verdadeira obediência é de um valor incomparável, sobretudo a obediência às autoridades da Igreja. Mas, não é verdadeira virtude a obediência a ordens más, ou seja, que contradigam a Fé ou a Moral católica.
Em outras palavras, a obediência não nos exime da responsabilidade sobre nossos atos. Se alguma autoridade nos ordena algo que seja reprovável, “deve-se obedecer antes a Deus que aos homens” (At V,29).
Ensina São Bernardo de Claraval: “Aquele que faz o mal sob o pretexto de obediência, faz antes um ato de rebeldia do que de obediência”
A este respeito, as palavras de Felix III, Nosso Predecessor, são muito graves: "Não resistir ao erro é aprová-lo ... A verdade que não é defendida é traída! (Papa Leão XIII, Encíclica Inimica Vis, de 08 de dezembro de 1892)
Todo aquele que deixa de se opor a uma prevaricação (crime) manifesta, pode ser tido como um cúmplice secreto” (Papa Leão XIII)
Que o Senhor seja sempre glorificado, adorado e amado

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