"Há os que querem servir a Deus, mas em TAL
emprego, em tal lugar, com tais companheiros, ou em tais circunstâncias. Se
assim não for, ou deixam o trabalho ou o fazem de má vontade. Essas pessoas não
tem a liberdade de espírito; são escravas do AMOR PRÓPRIO, ganhando pouco
merecimento do que fazem. Vivem sempre inquietas por que, estando presas à
própria vontade, o jugo de Cristo se lhes torna pesado. Quem ama de verdade a
Jesus Cristo, ama só o que lhe agrada e só por que lhe agrada, quando, onde e
como ele quer; seja em trabalhos importantes ou em ocupações simples e
HUMILDES, numa vida distinta no mundo ou escondida e desprezada. Isso é o que
exige o amor a Jesus Cristo."
"Todo o mal vem do pouco amor que se
tem a Jesus Cristo. Aqueles que estão cheio de si mesmo; os que se irritam com
tudo que é contrário aos seus caprichos; os tolerantes consigo mesmos por medo
de perderem a saúde; aqueles que têm o coração aberto para as coisas externas e
o espírito sempre distraído pela ânsia de ouvir e saber tanta coisa alheia ao
serviço de Deus e que se servem somente para contentar a própria vontade; os
que se ressentem com a menor desatenção que julgam ter recebido de alguém,
perturbam-se facilmente, deixam a oração e o recolhimento; ora muito devotos e
alegres, ora tristes e impacientes, conforme as coisas acontecem de acordo ou
contra sua vontade; todas essas pessoas não ama, ou ama muito pouco a Jesus
Cristo e desacreditam a verdadeira piedade cristã."
(Santo Afonso de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo.)
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